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A festa era de Pedrinho, e o Vasco, com um bom anfitrião, tratou de não manchá-la. Com seu novo time, reformulado por conta da crise financeira, superou o Ajax por 1 a 0, gol de Wendel no primeiro tempo(confira no vídeo) e começou com pé direito a temporada 2013. A despedida do ídolo da torcida, no entanto, fez valer ainda mais o ingresso do amistoso disputado neste domingo, em São Januário. Homenagens, emoção e uma atuação de brilho marcaram os últimos momentos do ex-meia, seis vezes campeão pelo clube, no futebol profissional.
Agora, o Cruz-maltino entra em fase final de preparação para a estreia do Campeonato Carioca, no próximo sábado, contra o Boavista, em Volta Redonda, sem, é claro, a presença de Pedrinho. Já os holandeses encerram sua segunda intertemporada com novo revés - havia sido batido pelo Palmeiras em 2012. Nesta noite, pegam um avião após uma semana no Rio de Janeiro. O público pagante foi de 5.247 pessoas (9.662 presentes), e a renda divulgada, de R$ 181.390,00.
Gramado ruim, equilíbrio e Pedrinho inspirado
Sem as pompas do retorno de Juninho ou da despedida de Edmundo, que aproveitaram a noite para trabalhar com jogo de luzes, a festa foi discreta e ligeira, mas não deixou de emocionar Pedrinho, que teve a companhia de ex-companheiros em campo e foi presenteado com uma placa. Ansioso para a bola rolar, o ex-meia logo começou a se aquecer e ouviu orientações dos jogadores enquanto a torcida se dividia entre ovação a ele e hostilidade ao presidente Roberto Dinamite, que ouviu cobranças sobre a saída de Felipe, melhor amigo do homenageado, que rescindiu o contrato após ser afastado do elenco sob alegação de indisciplina, semana passada.
Sem as pompas do retorno de Juninho ou da despedida de Edmundo, que aproveitaram a noite para trabalhar com jogo de luzes, a festa foi discreta e ligeira, mas não deixou de emocionar Pedrinho, que teve a companhia de ex-companheiros em campo e foi presenteado com uma placa. Ansioso para a bola rolar, o ex-meia logo começou a se aquecer e ouviu orientações dos jogadores enquanto a torcida se dividia entre ovação a ele e hostilidade ao presidente Roberto Dinamite, que ouviu cobranças sobre a saída de Felipe, melhor amigo do homenageado, que rescindiu o contrato após ser afastado do elenco sob alegação de indisciplina, semana passada.
Se a estrutura estava pronta, o gramado do palco é que deixou a desejar. Não houve tempo suficiente para que as falhas fossem sanadas, depois de um replantio feito em dezembro, e quilos areia foram despejados para cobrir os buracos, o que deixou o aspecto feio. Mas, para quem sabe, o terreno pouco importa. Aproveitando o ritmo lento, Pedrinho buscou toques de efeito e deu até um lindo lençol, organizando o Vasco como uma peça entrosada do grupo.
A partida foi equilibrada ao longo da primeira etapa. Raras oportunidades claras, muitos passes de lado e vários lançamentos errados. Aos dez minutos, Elsinho recebeu de Carlos Alberto, tentou o drible e caiu na área, mas o árbitro Marcelo de Lima Henrique ignorou. Aos poucos, o Cruz-maltino apertou a saída do adversário e passou a ser mais presente no ataque. Como prêmio, abriu o placar. Bernardo bateu falta, e Wendel desviou de cabeça, aos 15.
O calor não era tão intenso, mas o Ajax pediu que houvesse uma pausa para hidratação aos 25. Logo depois da volta, o panorama pouco mudou. Querendo jogo, Bernardo arriscou mais três chutes. Em dois deles, isolou e, em outro, o goleiro Vermeer espalmou e a bola carimbou a trave. De um modo geral, o Vasco mostrava organização, bastante empenho e mereceu o resultado parcial. Os aplausos comprovaram o sopro de esperança em meio à grave crise.
O intervalo serviu para que Pedrinho prosseguisse em seus acenos à torcida, mas, em boa forma, ele decidiu quebrar o protocolo e permaneceu mais 16 minutos - e ainda voltaria no fim, para ouvir o apito final pela última vez. Só então Gaúcho começou a mexer. Foram, ao todo, nove substituições, incluindo o goleiro Michel Alves. Só quem ficou no banco foi o volante Fellipe Bastos, que será negociado com o Internacional nos próximos dias e acabou preservado. Alguns, como André Ribeiro, Guilherme Costa, Dakson e Romário pouco participaram do duelo.
Antes, entretanto, houve espaço para que Thiaguinho tivesse um gol anulado, após Elsinho chutar na trave ao se aproveitar de passe açucarado de Pedrinho. A resposta foi rápida: De Jong levou a melhor sobre a zaga vascaína e parou em Alessandro, que praticou grande defesa. O Ajax ainda perdeu mais um gol, de forma incrível. Nos minutos seguintes, pouca ação e muitos passes para os lados.
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