Contra espião, Adilson sai com três zagueiros pela segunda vez em três jogos, consegue segurança por mais de meio tempo na defesa, mas não impede derrota
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A ideia do cauteloso Vasco de Adilson era atrair o Grêmio, fechar seus dois atacantes no meio de Cris, que ficava na sobra, Jomar e Renato Silva, para depois sair no contra-ataque, com a velocidade de Marlone, Fagner e com a ajuda de Pedro Ken. No primeiro tempo, o time vascaíno conseguiu segurar o ímpeto gremista. Os gaúchos não chegaram a ameaçar tanto, apesar da falha de Jomar logo no início da partida – foram seis finalizações contra metade das tentativas vascaínas, mas superioridade dos cariocas nas roubadas de bola (8 a 6). Numa dessas, saiu a jogada mais perigosa do primeiro tempo. Pedro Ken passou para Marlone, que, no mano a mano, abriu e chutou no cantinho para grande defesa de Dida. Outras duas jogadas saíram parecidas, mas não foram eficientes. O técnico, após o jogo, lamentou as chances desperdiçadas.
- Tínhamos uma proposta de jogo para vencer a partida. Marcamos bem no primeiro tempo, neutralizamos o Grêmio e tivemos três chances de contra-ataque, mas faltou talvez escolher o melhor companheiro - disse o treinador, sem citar nomes.
Adilson Batista orienta o time do Vasco na derrota diante do Grêmio (Foto: Jeferson Guareze / Futura Press)No fim, o técnico Adilson Batista reconheceu que vai ter que equilibrar os erros da defesa com um time mais ofensivo no Pacaembu. Com 37 pontos, o Vasco planeja três vitórias seguidas, o que ainda não conseguiu até agora na competição. A nova tática do treinador vascaíno, que não vai ter Pedro Ken, é o desafio de Adilson Batista contra o Corinthians.

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