Treinador campeão na Série B lembra média de idade baixa de um elenco ainda em formação e aposta em dupla Juninho e Montoya no meio
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Dorival Junior completou uma semana como treinador do Vasco nessa quinta-feira. No breve período, o treinador fez mudanças na equipe, conheceu melhor o elenco e as opções dos juniores e não parou de trabalhar sequer um instante. Ele sabe que toda a dedicação é necessária para recuperar os pontos perdidos e o encurtar o tempo de fortalecimento do Vasco em meio a um Campeonato Brasileiro muito equilibrado.
- Temos que voltar a pontuar bem na competição - diz Dorival, quase como um mantra.
Foi ele que ajudou o clube a deixar a Segundona em 2009 e é ele que não quer nem pensar em rebaixamento três anos e meio depois daquela campanha que ficou marcada pelo canto das arquibancadas que virou slogan: “O sentimento não pode parar”. Em entrevista ao repórter Edson Viana, do Globo Esporte, Dorival enfatiza que num processo de remontagem de time, que é o que o Vasco vive na visão do treinador, não é possível queimar etapas, mas pode-se elevar o nível da equipe, apesar das dificuldades.
- Acredito que em pouco tempo teremos uma equipe competiviva, com outra cara, com outro nível e que vamos resgatar a confiança dos jogadores e a alegria do torcedor - aposta o treinador vascaíno.
Em uma semana, Dorival tentou resgatar confiança do elenco vascaíno (Foto: Marcelo Sadio/ Vasco da Gama)
Confira a entrevista completa com Dorival Junior.
Globo Esporte: Por que aceitar o retorno ao Vasco nesse momento na sua carreira e nesse momento complicado do clube?
Dorival Junior: Já peguei muitas equipes dessa maneira e pude contribuir com elas, pude deixar coisas boas. Aqui no Vasco pego um trabalho do (Paulo) Autuori, que estava reconstruindo aquela equipe campeã da Copa do Brasil, com o Ricardo Gomes e com o Cristóvão, que depois ainda teve o Marcelo (Oliveira) e o Gaúcho. É sempre uma situação dificil, complicada, porque uma reformulação passa por etapas. E não tem como queimá-las. Ainda mais quando se está dentro de uma competição tão complicada como é o Brasileiro, que sempre acaba exigindo um pouco mais dos clubes. Natural que se encontre dificuldades até encontrar a regularidade na equipe e que se passe uma confiança maior ao torcedor. Não é fácil levar adiante um trabalho assim, porque são condições muito trabalhosas, que tornam o processo moroso mesmo, mas na maioria das equipes conseguimos o sucesso com essa disposição de levantar o clube.
O desafio de chegar ao Vasco é sempre grande. No Flamengo, anteriormente, estava sendo assim também. Depois de mim, do Jorginho, o Mano vai completar esse trabalho de reformulação. E no Vasco vai ser assim também. Eu acredito que em pouco tempo teremos uma equipe competitiva, com outra cara, com outro nível, que vai ter resgatada sua confiança e vai resgatar a alegria do torcedor.
Globo Esporte: O seu trabalho muitas vezes foi num cenário parecido com esse do Vasco: de reconstrução, de remontagem de elenco, de time. Por que o treinador Dorival se encaixa bem nessas situações?
Dorival: Sempre enfrentei esse tipo de situação desde a primeira equipe em que trabalhei, que foi no Figueirense na primeira divisão, em 2003. Estávamos remontando uma equipe. 2002 não tinha sido um ano bom e conseguimos conquistar o Estadual naquele ano (2003) e atingimos outras conquistas, com o bicampeonato Catarinense e a vaga na Sul-Americana em 2004. Nas equipes seguintes também foram situações com características de remontagem, de reformulação. Espero que aqui no Vasco vivamos novamente esse momento. Mas tem muita coisa para acontecer. Não vou criar a ilusão no torcedor, mas dependemos dele também, precisamos da presença e da força do torcedor vascaínos. Estamos trabalhando muito para que a equipe viva outro momento em curto espaço. Vamos manter os pés no chão. Não é momento de prometer muita coisa, mas muito trabalho e uma dedicação constante.
Globo Esporte: Qual sua maior preocupação nesse início de trabalho, principalmente visando a esse jogo de domingo?
Dorival: Não dá para pensar só no jogo de domingo. Temos que recuperar a confiança de modo geral. Qualquer time depois de duas, três derrotas muda um ambiente, que acaba proporcionando coisas negativas. Ainda mais com um grupo tão jovem, com média de idade baixa, de 22 anos. São muitos jovens, jogadores que ainda completam um processo de formação, buscando a sua consolidação como profissionais. Isso (essas características nos atletas) têm peso muito grande. A maioria deles não eram titulares em outras equipes, isso também tem outro peso. Por isso estamos tentando um avanço rápido de todos aspectos. Talvez em pouco tempo tenhamos a capacidade de um passo um pouco maior. Não quero promessas, sei que passamos por um momento de indefinição grande, que gera incertezas no torcedor, é normal que passe por situações desse tipo. Mas espero que encontremos o quanto antes um caminho, para encontrar maturidade e confiança na equipe e que isso retorne em resultados para nós. Porque temos que voltar a pontuar bem na competição.
Globo Esporte: Qual a grande dificuldade no trabalho de um técnico quando vive uma condição como essa do Vasco, que o campo e bola se mistura muito com os problemas financeiros, com atraso de salários, entre outras coisas?
Dorival: Por isso que muitas vezes vejo que as pessoas contestam o nível dos profissionais brasileiros. E são profissionais que perdem jogadores importantes, que convivem com atrasos de salários, o que acontece na maioria dos clubes brasileiros, que dificilmente têm reposição de jogadores à altura. Porque a reposição é de jogadores que já saíram do país e o que acontece é que a venda acaba sendo mais barata que a reposição. A maioria dos treinadores europeus não convivem com essa situação. Aqui nossa realidade é, na prática, de contratos semanais, embora nós assinemos vínculos anuais. Ainda bem que alguns exemplos ficam, como do Corinthians, com o Tite, um trabalho duradouro com resultados. O São Paulo em outras situações, o Grêmio lá atrás, o Inter também teve uma sequência de anos.O treinador brasileiro trabalha em cima de variáveis infinitas e não é reconhecido como deveria ser, é castigado em todos momentos, mas vamos levando, trabalhando e tentando que as coisas melhorem e que cresçamos profissionalmente.
Globo Esporte: Em 2009 pelo Vasco você viveu muitas emoções no Maracanã. Agora, nesse domingo, a reabertura para clubes.
Dorival: É um estádio que a marca a vida de qualquer profissional. Como atleta acho que uma carreira não se completa sem ter pisado nesse palco. Agora é uma volta depois de uma bela de uma reforma. O estádio está muito bonito e todo profissional gostaria de viver um momento como esse. Voltar assim depois de alguns é muito bom. Lembro que estive naquele Flamengo e Santos, que foi a uma das últimas partidas antes do fechamento do Maracanã. Voltar, agora, em outra situação, é emocionante. Espero que o Maracanã proporcione tantas alegrias a tantos profissionais como já proporcionou antes.
Globo Esporte: O que já é possível de falar em mudanças no time com esse pequeno tempo de trabalho?
Dorival: Ainda é cedo para falar em alterações. Estamos tentando algumas situações, condições, mas tentando aproveitar o trabalho do Paulo (Autuori). Não há como tentar implementar mudanças significativas com apenas uma semana apenas de trabalho. Espero um crescimento da equipe em relação à última partida. Mas a maior melhora vai acontecer com mais trabalho, o que é questão de tempo, trabalho e dedicação.
Globo Esporte: Você já esboçou o time com Juninho e Montoya. É com esse meio que você vai enfrentar o Fluminense?
Dorival: Essa é uma tendência real de time. Na última partida tivemos problemas de articulação e de transição do meio para frente. É natural que busquemos outras soluções, outras condições de jogo.
Globo Esporte: Como vai ser o planejamento da comissão técnica no aproveitamento do Juninho?
- Temos que voltar a pontuar bem na competição - diz Dorival, quase como um mantra.
Foi ele que ajudou o clube a deixar a Segundona em 2009 e é ele que não quer nem pensar em rebaixamento três anos e meio depois daquela campanha que ficou marcada pelo canto das arquibancadas que virou slogan: “O sentimento não pode parar”. Em entrevista ao repórter Edson Viana, do Globo Esporte, Dorival enfatiza que num processo de remontagem de time, que é o que o Vasco vive na visão do treinador, não é possível queimar etapas, mas pode-se elevar o nível da equipe, apesar das dificuldades.
- Acredito que em pouco tempo teremos uma equipe competiviva, com outra cara, com outro nível e que vamos resgatar a confiança dos jogadores e a alegria do torcedor - aposta o treinador vascaíno.
Em uma semana, Dorival tentou resgatar confiança do elenco vascaíno (Foto: Marcelo Sadio/ Vasco da Gama)Confira a entrevista completa com Dorival Junior.
Globo Esporte: Por que aceitar o retorno ao Vasco nesse momento na sua carreira e nesse momento complicado do clube?
Dorival Junior: Já peguei muitas equipes dessa maneira e pude contribuir com elas, pude deixar coisas boas. Aqui no Vasco pego um trabalho do (Paulo) Autuori, que estava reconstruindo aquela equipe campeã da Copa do Brasil, com o Ricardo Gomes e com o Cristóvão, que depois ainda teve o Marcelo (Oliveira) e o Gaúcho. É sempre uma situação dificil, complicada, porque uma reformulação passa por etapas. E não tem como queimá-las. Ainda mais quando se está dentro de uma competição tão complicada como é o Brasileiro, que sempre acaba exigindo um pouco mais dos clubes. Natural que se encontre dificuldades até encontrar a regularidade na equipe e que se passe uma confiança maior ao torcedor. Não é fácil levar adiante um trabalho assim, porque são condições muito trabalhosas, que tornam o processo moroso mesmo, mas na maioria das equipes conseguimos o sucesso com essa disposição de levantar o clube.
O desafio de chegar ao Vasco é sempre grande. No Flamengo, anteriormente, estava sendo assim também. Depois de mim, do Jorginho, o Mano vai completar esse trabalho de reformulação. E no Vasco vai ser assim também. Eu acredito que em pouco tempo teremos uma equipe competitiva, com outra cara, com outro nível, que vai ter resgatada sua confiança e vai resgatar a alegria do torcedor.
Globo Esporte: O seu trabalho muitas vezes foi num cenário parecido com esse do Vasco: de reconstrução, de remontagem de elenco, de time. Por que o treinador Dorival se encaixa bem nessas situações?
Dorival: Sempre enfrentei esse tipo de situação desde a primeira equipe em que trabalhei, que foi no Figueirense na primeira divisão, em 2003. Estávamos remontando uma equipe. 2002 não tinha sido um ano bom e conseguimos conquistar o Estadual naquele ano (2003) e atingimos outras conquistas, com o bicampeonato Catarinense e a vaga na Sul-Americana em 2004. Nas equipes seguintes também foram situações com características de remontagem, de reformulação. Espero que aqui no Vasco vivamos novamente esse momento. Mas tem muita coisa para acontecer. Não vou criar a ilusão no torcedor, mas dependemos dele também, precisamos da presença e da força do torcedor vascaínos. Estamos trabalhando muito para que a equipe viva outro momento em curto espaço. Vamos manter os pés no chão. Não é momento de prometer muita coisa, mas muito trabalho e uma dedicação constante.
Globo Esporte: Qual sua maior preocupação nesse início de trabalho, principalmente visando a esse jogo de domingo?
Dorival: Não dá para pensar só no jogo de domingo. Temos que recuperar a confiança de modo geral. Qualquer time depois de duas, três derrotas muda um ambiente, que acaba proporcionando coisas negativas. Ainda mais com um grupo tão jovem, com média de idade baixa, de 22 anos. São muitos jovens, jogadores que ainda completam um processo de formação, buscando a sua consolidação como profissionais. Isso (essas características nos atletas) têm peso muito grande. A maioria deles não eram titulares em outras equipes, isso também tem outro peso. Por isso estamos tentando um avanço rápido de todos aspectos. Talvez em pouco tempo tenhamos a capacidade de um passo um pouco maior. Não quero promessas, sei que passamos por um momento de indefinição grande, que gera incertezas no torcedor, é normal que passe por situações desse tipo. Mas espero que encontremos o quanto antes um caminho, para encontrar maturidade e confiança na equipe e que isso retorne em resultados para nós. Porque temos que voltar a pontuar bem na competição.
Globo Esporte: Qual a grande dificuldade no trabalho de um técnico quando vive uma condição como essa do Vasco, que o campo e bola se mistura muito com os problemas financeiros, com atraso de salários, entre outras coisas?
Dorival: Por isso que muitas vezes vejo que as pessoas contestam o nível dos profissionais brasileiros. E são profissionais que perdem jogadores importantes, que convivem com atrasos de salários, o que acontece na maioria dos clubes brasileiros, que dificilmente têm reposição de jogadores à altura. Porque a reposição é de jogadores que já saíram do país e o que acontece é que a venda acaba sendo mais barata que a reposição. A maioria dos treinadores europeus não convivem com essa situação. Aqui nossa realidade é, na prática, de contratos semanais, embora nós assinemos vínculos anuais. Ainda bem que alguns exemplos ficam, como do Corinthians, com o Tite, um trabalho duradouro com resultados. O São Paulo em outras situações, o Grêmio lá atrás, o Inter também teve uma sequência de anos.O treinador brasileiro trabalha em cima de variáveis infinitas e não é reconhecido como deveria ser, é castigado em todos momentos, mas vamos levando, trabalhando e tentando que as coisas melhorem e que cresçamos profissionalmente.
Globo Esporte: Em 2009 pelo Vasco você viveu muitas emoções no Maracanã. Agora, nesse domingo, a reabertura para clubes.
Dorival: É um estádio que a marca a vida de qualquer profissional. Como atleta acho que uma carreira não se completa sem ter pisado nesse palco. Agora é uma volta depois de uma bela de uma reforma. O estádio está muito bonito e todo profissional gostaria de viver um momento como esse. Voltar assim depois de alguns é muito bom. Lembro que estive naquele Flamengo e Santos, que foi a uma das últimas partidas antes do fechamento do Maracanã. Voltar, agora, em outra situação, é emocionante. Espero que o Maracanã proporcione tantas alegrias a tantos profissionais como já proporcionou antes.
Globo Esporte: O que já é possível de falar em mudanças no time com esse pequeno tempo de trabalho?
Dorival: Ainda é cedo para falar em alterações. Estamos tentando algumas situações, condições, mas tentando aproveitar o trabalho do Paulo (Autuori). Não há como tentar implementar mudanças significativas com apenas uma semana apenas de trabalho. Espero um crescimento da equipe em relação à última partida. Mas a maior melhora vai acontecer com mais trabalho, o que é questão de tempo, trabalho e dedicação.
Globo Esporte: Você já esboçou o time com Juninho e Montoya. É com esse meio que você vai enfrentar o Fluminense?
Dorival: Essa é uma tendência real de time. Na última partida tivemos problemas de articulação e de transição do meio para frente. É natural que busquemos outras soluções, outras condições de jogo.
Globo Esporte: Como vai ser o planejamento da comissão técnica no aproveitamento do Juninho?
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