VASCO DA GAMA

TITULOS: 1COPA DO BRASIL,1 COPA LIBERTADORES DA AMERICAS ,4 BRASILEIROS ,1 COPA MERCOSUL ,1 BRASILEIRO SERIE B ,3 TORNEIROS RIO SAO PAULO ,22 CAMPEONATOS CARIOCA Fundado em 21 de agosto de 1898, o Vasco ganhou este nome em homenagem ao navegador português cuja viagem de descoberta do caminho para as Índias completava quatro séculos naquele ano. Seus criadores eram jovens remadores e em algum tempo o clube se tornou competitivo nas regatas. Em 1915 chegou aos gramados. Fundado em 21 de agosto de 1898, o Vasco ganhou este nome em homenagem ao navegador português cuja viagem de descoberta do caminho para as Índias completava quatro séculos naquele ano. Seus criadores eram jovens remadores e em algum tempo o clube se tornou competitivo nas regatas. Em 1915 chegou aos gramados.

sábado, 23 de novembro de 2013

Em ano atípico, São Januário recebe menor número de jogos desde 1987


Com cessão à Fifa, obras, suspensão de mando de campo e até opção técnica, estádio vascaíno termina temporada com 15 partidas. Há 26 anos, foram 10

Por Rio de Janeiro
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pintura são januário (Foto: Divulgação/Site Oficial)Orgulho dos vascaínos, São Januário ficou um pouco deixado de lado em 2013 (Foto: Divulgação/Site Oficial)
O descontrole do caminhão que derrubou 10 metros do muro de São Januário nesta sexta-feira parece ter sido o último capítulo de um ano atípico na temporada do estádio vascaíno. Há 26 anos que a Colina Histórica não recebia tão poucos jogos em sua casa numa temporada. Este ano, foram apenas sete partidas pelo Brasileiro, seis pelo Carioca, uma pela Copa do Brasil e ainda um amistoso - a despedida de Pedrinho. Antes disso, o estádio que é orgulho dos vascaínos só havia recebido menos partidas em 1987. Na época que o presidente Roberto Dinamite ainda atuava - e tinha ao seu lado Romário, Bismarck, Geovani, entre outros, o Vasco só jogou 10 vezes em casa.
A lista de motivos para esse ano que pode ser considerado atípico em São Januário é extensa. Logo no início da temporada, a diretoria acertou com a Fifa a cessão gratuita do estádio para que São Januário servisse como centro de treinamento para a Copa das Confederações. Em troca, o clube recebeu equipamentos de treinos - como balisas e barreiras móveis - e uma alta exposição internacional, com jogo-treino da Itália e atividades da campeã do mundo Espanha e da seleção brasileira, que treinou na véspera da final no estádio do Vasco antes de se sagrar campeã da competição organizada pela Fifa. Ainda com o técnico Paulo Autuori, o time jogou apenas a estreia do Brasileiro no seu estádio - venceu a Portuguesa por 1 a 0 - e depois viajou para enfrentar Atlético-MG e Bahia em Volta Redonda.
O segundo motivo que levou o Vasco a deixar São Januário em segundo plano foi econômico. De olho na renda, a diretoria levou o confronto com o Corinthians para Brasília. Apenas sob aspecto financeiro, a partida valeu à pena. Afinal, o clube levou mais de R$ 1,5 milhão entre renda (o Vasco ficou com R$ 841 mil) e a venda da partida - uma empresa terceirizada pagou cerca de R$ 800 mil pela organização do confronto com os paulistas. Mas o prejuízo técnico saiu caro: Vasco e Corinthians empataram por 1 a 1 e os torcedores brigaram na arquibancada, o que provocou a suspensão de quatro mandos de campo para cada clube no Brasileiro.


Mosaico São Januário (Foto: Editoria de Arte)Protestos, polícia, obras, visitantes ilustres e até acidente: um movimentado em São Januário (Foto: Editoria de Arte)
Até cumprir a suspensão, os jogos dentro de casa também não vinham sendo nada bons para o clube. Em São Januário, o Vasco perdeu três jogos consecutivos - Grêmio, antes da suspensão, São Paulo e Vitória, numa virada sofrida nos últimos 10 minutos de partida. Contra os baianos, a última partida disputada em 2013 em São Januário, houve um problema inesperado: já passando por obras para hipermeabilização da marquise e reforma do reboco, um pequeno pedaço do teto das sociais se despedaçou e caiu dentro do campo durante a partida - o clube preparava o estádio para receber clássicos, conforme determinação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Àquela altura do campeonato a suspensão já levaria que o jogo contra o Fluminense, que chegou a ser confirmado para São Januário, fosse levado para Florianópolis.
Opção técnica de atuar fora do Caldeirão 
Segundo o vice-presidente de Engenharia do Vasco, Manuel Santos, a obra do portão 4 já está finalizada. O clube, com patrocínio de uma cervejaria, abriu 30 metros no muro da rua General Almério de Moura para melhor acesso e saída do estádio aos torcedores - além de aumento de catracas e reforma do sistema elétrico dos refletores, entre outras intervenções. O estádio, porém, já poderia receber jogos se fosse o desejo do departamento de futebol e da direção.
- Nenhum dos motivos que provocou essa falta de jogos passa pela Engenharia do clube. Com essas obras que estamos fazendo não precisaríamos fechar o estádio para jogos. A situação da marquise já foi contornada, só falta pintar, o que faremos em janeiro, e outras questões técnicas que vamos terminar ali em cima (no teto). No portão 4 está pronto, só faltando a empresa terceirizada colocar as novas catracas - explica Santos.
O dirigente anuncia como principal reforma para o ano que vem a do ginásio principal no início do ano que vem - com pintura, troca do teto e do piso -, porém sem qualquer possibilidade para reativar o parque aquático, que está abandonado sem projeto ou previsão de reforma estrutural.
- O clube está mal no futebol mas está recuperando o seu patrimônio. Infelizmente a questão do parque aquático é delicada, porque não passa por uma simples reforma, mas seria necessário se gastar milhões para refazer muita coisa ali - diz o vice de Engenharia.
A última razão para o estádio ter sido preterido nesta temporada é técnica. Após o apoio e o bom público na vitória por 3 a 2 sobre o Goiás, no Maracanã, os jogadores e a comissão técnica solicitam à diretoria que as últimas partidas fosse transferidas para o Mário Filho. Havia uma opinião de que estava sendo formado um ambiente desfavorável nas partidas dentro de São Januário, com o famoso efeito caldeirão do antigo estádio sendo invertido. Ou seja, os jogadores do Vasco se sentiam mais pressionados do que o adversário com as vaias, xingamentos e cobranças do torcedor. Nos últimos momentos de um ano dramático, São Januário e a capela de Nossa Senhora das Vitórias só vão poder olhar de longe pelo destino do time.

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