Com cessão à Fifa, obras, suspensão de mando de campo e até opção técnica, estádio vascaíno termina temporada com 15 partidas. Há 26 anos, foram 10
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Orgulho dos vascaínos, São Januário ficou um pouco deixado de lado em 2013 (Foto: Divulgação/Site Oficial)A lista de motivos para esse ano que pode ser considerado atípico em São Januário é extensa. Logo no início da temporada, a diretoria acertou com a Fifa a cessão gratuita do estádio para que São Januário servisse como centro de treinamento para a Copa das Confederações. Em troca, o clube recebeu equipamentos de treinos - como balisas e barreiras móveis - e uma alta exposição internacional, com jogo-treino da Itália e atividades da campeã do mundo Espanha e da seleção brasileira, que treinou na véspera da final no estádio do Vasco antes de se sagrar campeã da competição organizada pela Fifa. Ainda com o técnico Paulo Autuori, o time jogou apenas a estreia do Brasileiro no seu estádio - venceu a Portuguesa por 1 a 0 - e depois viajou para enfrentar Atlético-MG e Bahia em Volta Redonda.
O segundo motivo que levou o Vasco a deixar São Januário em segundo plano foi econômico. De olho na renda, a diretoria levou o confronto com o Corinthians para Brasília. Apenas sob aspecto financeiro, a partida valeu à pena. Afinal, o clube levou mais de R$ 1,5 milhão entre renda (o Vasco ficou com R$ 841 mil) e a venda da partida - uma empresa terceirizada pagou cerca de R$ 800 mil pela organização do confronto com os paulistas. Mas o prejuízo técnico saiu caro: Vasco e Corinthians empataram por 1 a 1 e os torcedores brigaram na arquibancada, o que provocou a suspensão de quatro mandos de campo para cada clube no Brasileiro.
Protestos, polícia, obras, visitantes ilustres e até acidente: um movimentado em São Januário (Foto: Editoria de Arte)Opção técnica de atuar fora do Caldeirão
Segundo o vice-presidente de Engenharia do Vasco, Manuel Santos, a obra do portão 4 já está finalizada. O clube, com patrocínio de uma cervejaria, abriu 30 metros no muro da rua General Almério de Moura para melhor acesso e saída do estádio aos torcedores - além de aumento de catracas e reforma do sistema elétrico dos refletores, entre outras intervenções. O estádio, porém, já poderia receber jogos se fosse o desejo do departamento de futebol e da direção.
- Nenhum dos motivos que provocou essa falta de jogos passa pela Engenharia do clube. Com essas obras que estamos fazendo não precisaríamos fechar o estádio para jogos. A situação da marquise já foi contornada, só falta pintar, o que faremos em janeiro, e outras questões técnicas que vamos terminar ali em cima (no teto). No portão 4 está pronto, só faltando a empresa terceirizada colocar as novas catracas - explica Santos.
O dirigente anuncia como principal reforma para o ano que vem a do ginásio principal no início do ano que vem - com pintura, troca do teto e do piso -, porém sem qualquer possibilidade para reativar o parque aquático, que está abandonado sem projeto ou previsão de reforma estrutural.
- O clube está mal no futebol mas está recuperando o seu patrimônio. Infelizmente a questão do parque aquático é delicada, porque não passa por uma simples reforma, mas seria necessário se gastar milhões para refazer muita coisa ali - diz o vice de Engenharia.
A última razão para o estádio ter sido preterido nesta temporada é técnica. Após o apoio e o bom público na vitória por 3 a 2 sobre o Goiás, no Maracanã, os jogadores e a comissão técnica solicitam à diretoria que as últimas partidas fosse transferidas para o Mário Filho. Havia uma opinião de que estava sendo formado um ambiente desfavorável nas partidas dentro de São Januário, com o famoso efeito caldeirão do antigo estádio sendo invertido. Ou seja, os jogadores do Vasco se sentiam mais pressionados do que o adversário com as vaias, xingamentos e cobranças do torcedor. Nos últimos momentos de um ano dramático, São Januário e a capela de Nossa Senhora das Vitórias só vão poder olhar de longe pelo destino do time.
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