Mais uma vez interino, treinador afirma que agora o principal é transmitir tranquilidade para a equipe nas últimas quatro rodadas do Brasileirão
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Pela quinta vez, caberá a Gaúcho o papel de preencher a lacuna do comando do Vasco. Confirmado como interino logo após a saída de Marcelo Oliveira, o treinador garante que estar à frente de uma equipe em crise não é uma tarefa tão complicada assim. Para comprovar a tese, ele volta a ser apoiar nos mais de 400 jogos como zagueiro cruz-maltino, nos títulos que enumera com orgulho – muitos deles conquistados com o presidente Roberto Dinamite em São Januário – e nos momentos delicados enfrentados.
Assim, mostra que o principal é transmitir tranquilidade ao grupo nas últimas quatro rodadas do Brasileirão, que pouco valem para o clube, mas podem ser úteis para recuperar dignidade, que está ferida.
- No futebol, quando a bola não entra a coisa complica. Nos últimos seis jogos tivemos derrotas que machucam muito e deixam o clima apreensivo. Mas pretendo esquecer o passado e dar confiança rapidamente para conseguir vencer. O Vasco tem que jogar sempre ganhar. Eu sempre pensei assim quando vesti essa camisa - disse o novo chefe, em referência às décadas de 70 e 80.
Gaúcho destacou sua lealdade a Roberto Dinamite e mostrou-se compreensivo com o atraso de salários que causa um péssimo clima em São Januário, afetando indiretamente no desempenho, segundo muitos jogadores. O interino admite que a situação não é confortável, mas pediu que o grupo passe por cima do problema em nome do Vasco.
- Não é a primeira vez que isso ocorre. Fui campeão como jogador e muitas vezes sem receber. Claro que não justifica, mas não ocorre só com o Vasco - frisou, em discurso afinado com o do mandatário, que, seu contemporâneo, revelou que jamais recebeu em dia na Colina.
- Não é a primeira vez que isso ocorre. Fui campeão como jogador e muitas vezes sem receber. Claro que não justifica, mas não ocorre só com o Vasco - frisou, em discurso afinado com o do mandatário, que, seu contemporâneo, revelou que jamais recebeu em dia na Colina.
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Após ocupar o cargo pela última vez, entre os dias 11 e 12 setembro, Gaúcho ameaçou encerrar seu ciclo no clube por achar que não era valorizado. Conversou mais de uma vez com Dinamite, que o teria convencido a permanecer. O fato é que em 2010, quando foi efetivado e durou dois meses até Celso Roth chegar, havia um aumento salarial prometido que jamais saiu do papel, até por ele ter retornado ao posto de auxiliar. A cobrança, porém, é feita até hoje.
A respeito do assunto, evitou detalhar o que o incomodava.
- O que eu falei na época (quando dirigiu o time interinamente antes de Marcelo Oliveira) foi mal interpretado. Apenas me deram algo e depois me tiraram - resumiu.
O primeiro desafio de Gaúcho é contra o Atlético-MG, domingo, às 17h, em casa.
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