Atacante lembra que ele e Alecsandro, carrascos de Marcelo Oliveira em 2011, não conseguirão criar sozinhos, especialmente jogando fora de casa
A ausência de Tenorio nos próximos cinco jogos é motivo de profunda lamentação no Vasco. Principal destaque ofensivo recente, o equatoriano sofreu nova lesão, mas abriu espaço para a sequência da dupla que mais fez sucesso pelo clube pelo menos nos últimos sete anos. Eder Luis e Alecsandroforam carrascos do técnico Marcelo Oliveira, no Coritiba, ao marcarem três gols nas finais da Copa do Brasil de 2011. Em baixa, agora precisam retomar a boa fase para garantir o time na próxima Taça Libertadores e manter acesa a esperança do título brasileiro. A começar pelo duelo com o Atlético-GO, neste sábado, às 16h20m, no Serra Dourada.
Somados, os dois não marcam há 18 partidas - apesar de terem balançado as redes por 30 vezes na temporada. E tiveram dificuldades de estar lado a lado com mais frequência pela demora da renovação do camisa 7, em julho. Eder, aliás, frisou que para a parceria voltar a funcionar e exibir o antigo entrosamento será fundamental a aproximação de todo o setor ofensivo, que terá Wendel, Juninho e Carlos Alberto, além dos laterais Jonas e Feltri.
Não somos só eu e ele, é importante todos se ajudarem. Fico mais pelo lado, entro pouco na área e, se ficarmos isolados, a chance de gol é quase zero - avisou Eder, que emendou: - É um jogo bom para o ataque, porque o campo é grande, dá condições. Tenho que saber o momento de sair e de segurar para que o companheiro que fica atrás consiga chegar junto. E vamos aproveitar os espaços e encaixar os contra-ataques, que serão uma arma importante.
Na década passada, o Vasco sofreu com maus resultados e ataques que não deixaram saudade. Depois da época áurea entre 1997 e 2001, a não ser por duas duplas o torcedor teria visto as temporadas passarem em branco em São Januário. Em 2005, Alex Dias e Romário não deixavam faltar os gols. Mas não conquistaram títulos, assim como Edmundo e Leandro Amaral, que jogaram em 2008 e só foram às semifinais da Copa do Brasil.
Maior responsável pelos gols, Alecsandro só marcou um nas últimas 15 rodadas. Vem tendo dificuldade pela criação escassa da equipe recentemente e, na vitória sobre o Figueirense, chegou a sair da área várias vezes para tabelar e deixar Wendel e Tenorio na cara do gol. O volante reconheceu a atuação positiva do companheiro e espera dar suporte defensivo.
- Alecsandro fez um excelente jogo, nos ajuda bastante atrás também e, quando a equipe é pressionado, o Eder é a válcula de escapa. Precisamos acioná-lo e dar suporte para eles. Converso com Nilton sempre sobre nosso time ser ofensivo, o Vasco quase sempre faz gol e temos de ser sólidos na defesa para tentar voltar àqueles nove jogos sem tomar gol. É difícil segurar os adversários por 90 minutos neste Brasileiros, mas podemos ser mais eficazes.

Com Diego Souza, Eder e Alecsandro cansaram de repetir o Trem-Bala da Colina em 2011 (Foto: Ag. Estado)
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